Trip in | Blog de viagens e vivências https://www.tripin.pt Sun, 08 Dec 2019 17:18:22 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.3 https://www.tripin.pt/wp-content/uploads/2017/04/cropped-tripinoequenosemblogbranco-32x32.png Trip in | Blog de viagens e vivências https://www.tripin.pt 32 32 118090611 Quando disse adeus à minha antiga profissão https://www.tripin.pt/quando-disse-adeus-a-minha-antiga-profissao/ https://www.tripin.pt/quando-disse-adeus-a-minha-antiga-profissao/#comments Tue, 12 Mar 2019 09:25:14 +0000 http://tripin.pt/?p=4086 Já lá vão uns três anos desde que me sinto completamente infeliz com o meu trabalho. Comecei a trabalhar como assistente comercial na área das telecomunicações uns meses depois de acabar o curso, depois de ver que estava muito difícil de encontrar algo na minha área. Com a pressa de ser independente e de ter o meu rendimento, acabei por deixar os anos passar e nunca mais procurei nada naquilo em que me tinha formado.

 

Os primeiros anos.

No início até gostava do trabalho que desempenhava apesar de ter de fazer cerca de 80 kms todos os dias para chegar ao trabalho. Comecei por ir de comboio mas isso implicava apanhar um autocarro, o comboio e outro autocarro novamente e acabava por demorar cerca de 2 horas a chegar, por isso a certa altura acabei por passar a ir de carro.

Trabalhei nesse sítio durante um ano e meio e a recibos verdes. Saía muitas vezes tarde e tinha muito trabalho mas tinha prémios de produtividade o que de certa forma acabava por compensar o esforço. Depois encontrei emprego noutra empresa a fazer o mesmo, desta vez com um contrato de trabalho temporário e cerca de 20 kms mais perto de casa.

Nos primeiros 2/3 anos as coisas até correram bem e entretanto passei a efetiva. Mas a certa altura comecei a aperceber-me de algumas coisas que não me agradavam (que não vale a pena especificar) e atitudes que ao início conseguia tolerar, começavam a tornar-se insuportáveis, no entanto fui deixando andar até que em 2014/2015 atingi o meu limite. O que no início até era algo que eu gostava de fazer, depressa se tornou num enorme tormento, tanto que vi grande parte dos meus colegas ir embora, até que fiquei apenas eu e o meu chefe naquele escritório. Era um suplício ir trabalhar e às 11h já estava à espera que o dia acabasse.

Durante cerca de 2 anos dizia todos os dias que tinha de sair dali urgentemente mas não fazia nada para que isso acontecesse. Estava num ponto em que qualquer coisa que me dissessem era motivo para eu ferver e ficar completamente irritada, tudo me causava tédio e tudo me enervava, além disso o trabalho era sempre igual e não tinha qualquer perspetiva de carreira ou evolução, afinal em 7 anos nada tinha mudado. No fim do dia saía do trabalho completamente desgostosa e numa pilha de nervos. Sentia-me desaproveitada e inútil e com a consciência de que tinha capacidade para mais. Não sabia o que fazer porque não podia ficar sem rendimento e pior ainda, eu não queria mais fazer aquilo que fazia em mais lado nenhum, tinha urgentemente de mudar de profissão e de área, não queria ter mais que ouvir aquelas pessoas nem queria mais relacionar-me com o negócio das telecomunicações.

 

7 anos depois.

Nessa altura comecei a pensar que tinha mesmo de arranjar uma solução e sabia que muito provavelmente isso implicaria investir na minha carreira e tirar um curso, pois com a licenciatura tirada há 7 anos não devia ir muito longe. Equacionei tirar outra licenciatura ou o mestrado, andei a ver cursos e a analisar a empregabilidade de alguns deles mas ao constatar o preço das propinas acabei por desistir e voltei a aguentar. Entretanto soube que uma colega com quem tinha trabalhado também tinha mudado de área, e depois de arranjar outro emprego confidenciou-me que nunca mais iria voltar à sua antiga profissão, e como eu a compreendia!

Mas os meses foram passando e eu lá me fui arrastando sem nunca tirar da cabeça que tinha de ter mais algum tipo de formação e que era aí que a minha hipótese de sair dali residia. Em 2016 criei este blog e comecei a inteirar-me de alguns conceitos que até então só tinha ouvido falar por alto e outros que simplesmente desconhecia. Então no final desse ano decidi que me iria formar em Marketing Digital, analisei vários cursos e escolas mas os preços eram muito acima daquilo que eu esperava pagar, isto é, mais de 2000€. Eu queria muito tirar o curso mas era tanto dinheiro… e depois? E se não arranjava nada? E se tirava o curso “para nada”? E se depois o dinheiro fazia falta? Além disso não me deixava muito confortável fazer um investimento desta dimensão em mim, sendo o dinheiro dos dois (meu e do Tiago). Mas felizmente o Tiago sempre me apoiou, via como eu chegava do trabalho e também sabia que eu tinha mesmo de mudar.

Então um dia, durante a minha incansável procura de algo novo para fazer decidi que tinha mesmo de aprender alguma coisa que gostasse e para a qual achasse que tinha habilidade, não havia outra hipótese. Então liguei para uma escola com o intuito de me inscrever no tal curso de Marketing Digital, visto que inclusivamente estava com uma redução de preço, por já só existirem algumas vagas. Mas antes pensei outra vez: “é tanto dinheiro…e se isto corre mal?”, no entanto liguei na mesma só que as vagas já tinham sido todas preenchidas e só voltariam a abrir o curso dali a uns meses. Isto significou duas coisas para mim: um alívio e uma desilusão, um alívio porque pensei “estás maluca, ias gastar esse dinheiro todo assim?!” e uma desilusão pois isso iria significar ficar mais uma data de meses no mesmo inferno diário.

 

O início do fim.

Alguns meses se passaram, novas vagas abriram e eu inscrevi-me finalmente no curso profissional de Marketing Digital da FLAG no Porto. Sabia que não iria ser fácil: trabalhar e estudar ao mesmo tempo requereria um esforço acrescido, iria ter aulas depois do trabalho e aos sábados, durante cerca de 8 meses. Iriam ainda existir trabalhos para apresentar e coisas para estudar, mas não seria por falta de esforço da minha parte nesse sentido que algo correria mal, era mesmo só o esforço financeiro que me preocupava, no entanto voltei a pensar que se isto me permitisse mudar, o investimento teria o seu retorno rapidamente e que a sanidade mental não tem preço.

Comecei o curso em abril e terminei em dezembro com 17 valores. Tive colegas e formadores fantásticos e aprendi imensas coisas. Em agosto decidi que estava na altura de dizer ao meu chefe que não queria mais trabalhar ali e concordámos em cessar o meu contrato. Estava efetiva e trabalhava ali há 7 anos mas em novembro de 2017 o meu martírio acabou finalmente. Nesse mesmo mês fui a duas entrevistas e mesmo antes de terminar o curso já tinha um novo emprego no departamento de Marketing e Comunicação de uma multinacional. Sempre tive tendência em me desvalorizar e de achar que não era capaz, mesmo ouvindo dos que me rodeavam que tinha capacidade para muito mais do que fazer um trabalho sempre igual, sem qualquer perspetiva de futuro.

 

Aprender tudo de novo.

No início foi muito difícil. Eu trabalhava num escritório onde só havia 2 pessoas (eu e o meu chefe) e passei para uma empresa onde trabalham mais de 7000. Nunca fui muito conversadora nem de grandes socializações com quem não conheço e agora via-me rodeada de pessoas com quem iria ter de falar e trabalhar. Pior ainda, eu não tinha experiência! Uma nova carreira, uma nova empresa, aprender tudo de novo, foi o que tive de fazer. Sou muito grata por ter tido a oportunidade de mudar. Tenho colegas fantásticos, aprendo coisas novas todos os dias e os desafios diários fazem com que monotonia e estagnação não façam mais parte do meu quotidiano, por isso estou feliz assim, finalmente. 

Existem poucas coisas piores que detestar aquilo que se faz. Um desgaste emocional que corrói dia após dia e que um dia acaba por dar cabo de nós. No meu entendimento aquilo a que chamamos “trabalho” deve ser encarado como algo que complementa e engrandece o nosso quotidiano e não como uma obrigação enfadonha, vista unicamente como uma forma de obtenção de rendimento. No final da sua vida profissional a maior parte das pessoas olha para trás e não valoriza o tempo passado no trabalho, mas eu penso que é um tempo demasiado precioso para poder ser desperdiçado com coisas que não gostamos.

 

Nunca é tarde.

Se reparares, a primeira frase deste artigo está no presente e é um lamento pois comecei a escrever este texto ainda no meu antigo trabalho mas acabo-o agora já no novo, no qual estou há mais de um ano. Isto é um desabafo e ao mesmo tempo uma partilha de uma experiência que até teve um final bastante feliz, apesar de todos os medos e resistências.

Este artigo não tem nada a ver com a temática do blog e pensei bastante antes de o publicar mas achei que podia e deveria partilhá-lo contigo, pois quem sabe não passaste ou estás em vias de passar pelo mesmo. Bem sei que estas coisas nem sempre correm bem, mas se não fizermos nada é também certo nada vai acontecer e nem sequer vamos poder dizer que ao menos tentámos. Por isso, por favor, não baixes os braços e esgota todas as possibilidades de fazer alguma coisa por ti, um dia vais agradecer-te.

Já dizia Freud:

“Quando a dor de não viver é maior que o medo da mudança, a pessoa muda.”

 

Também podem ouvir-me falar sobre esta experiência aqui no podcast da Neuza do Saltei do Sofá.

 

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Sanatório de Valongo https://www.tripin.pt/sanatorio-de-valongo/ https://www.tripin.pt/sanatorio-de-valongo/#comments Thu, 07 Feb 2019 21:20:45 +0000 https://www.tripin.pt/?p=6466 Já há algum tempo que andava para vir a este local mas em virtude de vários adiamentos nunca tinha acabado por se proporcionar. Numa tarde fria de domingo, após um sábado chuvoso, lembrei-me que poderia ser um bom local para visitar. O Sanatório de Valongo, ou mais corretamente Sanatório de Mont’Alto, ficou esquecido no tempo. Este sanatório foi o último a ser construído em Portugal no tempo do Estado Novo. Funcionou entre 1958 e 1975 e era utilizado para acolher doentes tuberculosos. Depois do seu encerramento ficou ao abandono e foi assaltado e vandalizado várias vezes. Hoje está completamente em ruínas tendo desaparecido tudo o que restava do seu interior. 

 

Cenário de filme de terror

Existem muitas histórias “do além” relacionadas com este local mas nada de assustador aconteceu durante a minha estadia, apesar de o edifício ser de facto um pouco medonho. É certo que me deparei com um cenário bastante estranho no piso térreo, entre velas e uma faca perdida havia uma sala com vários móveis, objetos pessoais, colchões e bidões que aparentavam ter ardido há bem pouco tempo. Talvez viva por ali algum sem-abrigo apesar de não ter visto ninguém a não ser algumas pessoas que, tal como eu, aproveitavam para tirar fotografias ao local. 

O cenário saído de filme de terror estava espetacular. A chuva do dia anterior deixou o chão repleto de poças de água que escorria das paredes e do tecto. Os graffitis são agora a nova decoração do sanatório e algumas paredes já nem existem, encontrando-se apenas aqui e ali alguns tijolos do que restam delas.

 

Um lugar que sucumbiu no tempo

Os corredores vazios nada fazem crer que ali chegaram a estar cerca de 300 pacientes em simultâneo. Mas a melhor parte é mesmo quando se chega ao topo do edifício onde se abre uma grande varanda com uma vista espetacular. Conta-se que aqui morreram mais de 60 mil pessoas, algumas de forma bastante agoniante.

O Sanatório de Valongo está ao abandono há mais de 50 anos e parece que assim vai continuar.

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As minas de Regoufe | Arouca https://www.tripin.pt/as-minas-de-regoufe-arouca/ https://www.tripin.pt/as-minas-de-regoufe-arouca/#comments Wed, 09 Jan 2019 19:52:20 +0000 https://www.tripin.pt/?p=6298 Havia já algum tempo que não ia para aqueles lados, os lados de Arouca. Um local que nunca desilude quem gosta de apreciar paisagens bonitas e de fazer caminhadas. Desta vez o destino não foi as Escarpas da Mizarela ou Rio de Frades, mas sim as Minas de Regoufe.

Regoufe é uma pequena aldeia na Serra da Arada e que se situa na freguesia de Covelo de Paivó em Arouca. Regoufe significa Rei dos Lobos, nome este deixado pelos visigodos. Apesar de nos dias de hoje viver apenas da agricultura, esta localidade foi outrora uma aldeia bastaste movimentada uma vez que o seu solo é rico em volfrâmio, o qual foi exportado em grandes quantidades durante o século XX. Este volfrâmio foi entregue principalmente às forças aliadas durante a Segunda Guerra para construção de armas e munições. Hoje ainda é possível ver a entrada das minas, casas da época em ruínas e também algumas estruturas deixadas no local. Nas Minas de Regoufe trabalharam cerca de 1000 pessoas.

Minas de Regoufe Minas de Regoufe
Minas de Regoufe
Minas de Regoufe

É também nesta aldeia que podemos iniciar o PR 13 – Na Senda do Paivó e também o PR 14 – A Aldeia Mágica que segue até Drave. Um dia posso mostrar-vos algumas fotos deste percurso quando lá voltar porque da primeira vez esqueci-me do cartão de memória em casa e não pude tirar fotos.

Minas de Regoufe
Minas de Regoufe Minas de Regoufe

Minas de Regoufe

O carro teve de ficar na entrada da aldeia pois as suas ruas são muito apertadas. Antes de visitar as minas e se quiserem desfrutar da vista sobre as montanhas mágicas, uma vez no topo da aldeia é só descer até à base do vale e depois voltar a subir por entre as pedras como se fossemos no caminho do PR 14 que nos leva a Drave. O que acho mais curioso é que um dos lados da aldeia de Regoufe é completamente colorido graças aos seus campos e vegetação, culminando nas curvas das montanhas no topo da serra, já o outro lado, o das minas, é cinzento e sem vida, parado no tempo. Depois da subida não avançámos mais, aquela paisagem era mais que suficiente e a ideia também não era andar muito, apenas respirar um pouco de ar puro. Por isso, uma vez chegados ao topo decidimos voltar para trás e ir então até às minas.

Minas de Regoufe

Para lá chegar é necessário voltar a atravessar a aldeia e subir tudo, é possível ainda levar o carro até lá apesar de o pavimento estar um pouco estragado e não ter alcatrão. Uma vez nas minas podes viajar no tempo e tentar imaginar como seriam as casas e a vida em Regoufe na sua fase mais movimentada. 

Minas de Regoufe
Minas de Regoufe Minas de Regoufe

Minas de Regoufe

Minas de Regoufe Minas de Regoufe Minas de Regoufe Minas de Regoufe
Minas de Regoufe
Minas de Regoufe Minas de Regoufe Minas de Regoufe Minas de Regoufe
Minas de Regoufe

Num balanço entre o colorido e o monocromático, já o sol estava prestes a desaparecer quando abandonámos Regoufe, entregue à sua calma e pacatez, no silêncio das montanhas mágicas. 

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O que ver em Amesterdão em 3 dias https://www.tripin.pt/o-que-ver-em-amesterdao-em-3-dias/ https://www.tripin.pt/o-que-ver-em-amesterdao-em-3-dias/#comments Sun, 25 Nov 2018 12:55:43 +0000 https://www.tripin.pt/?p=5103 Amesterdão não é só a capital da Holanda, é também uma das mais belas cidades da Europa, de estilo particularmente singular. Todos já ouviram falar das suas casinhas inclinadas, dos seus canais, das bicicletas e do Bairro Vermelho. É impossível ficar indiferente a esta cidade tão diferente de todas as outras, não só visualmente mas também pelo espírito descontraído e de liberdade que ali se vive.

Apesar de já ter estado anteriormente na Holanda duas vezes, dessas esta foi a primeira que visitei Amesterdão a sério pois da última vez apenas tinha estado apenas uma tarde que pouco deu para ver. Desta vez fomos 3 dias e ficámos hospedados num apartamento no Excellent Rooms Amsterdam, apenas a cerca 15/20 minutos a pé do centro e com elétrico a uns 2 minutos a pé. O dono era super simpático e fomos muito bem recebidos.

O que ver em Amesterdão em 3 dias

Tive sorte com o tempo visto que apesar de estar muito frio esteve sempre sol. Como tinha comprado o Amsterdam Card que inclui os transportes públicos andei algumas vezes de elétrico para me deslocar para alguns locais mais afastados mas o centro da cidade faz-se bem a pé. Há quem diga que a verdadeira experiência é andar de bicicleta como os holandeses mas se querem que vos seja sincera eu não aconselho: primeiro porque para eles a bicicleta é um meio de transporte como uma mota ou um carro e as vias destinadas para ciclistas não são para os turistas passearem; segundo porque para quem não está acostumado a andar de bicicleta nas cidades vai com certeza ouvir uns palavrões de quem quer chegar a horas ao trabalho e tem um “totó” a empatar. Mesmo a pé é preciso ter cuidado, depressa nos descuidamos e levamos com um bicicleta em cima, por isso muita atenção!

Passando ao que interessa, selecionei para ti alguns locais a visitar e construí um roteiro de 3 dias para que possas desfrutar do melhor que Amesterdão tem para te oferecer. Todos os monumentos indicados tem entrada gratuita com o Amsterdam Card à exceção da Casa de Anne Frank. Vamos então saber o que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Dia 01

Free walking tour

Nada melhor que começar por um walking tour logo pela manhã para conhecer a história da cidade, locais imperdíveis e muitas curiosidades. Eu reservei o tour aqui e nosso guia foi super simpático. Começámos o passeio pela principal praça de Amesterdão, a praça Dam e seguimos por entre ruas e canais. Descobrimos porque não há mendigos nas ruas, porque existem luzes azuis em algumas montras do Bairro Vermelho, como foi construída a cidade, como funciona a venda de drogas nas famosas coffeeshops, porque é que as casas são inclinadas e muito mais.

O que ver em Amesterdão em 3 dias O que ver em Amesterdão em 3 dias O que ver em Amesterdão em 3 dias O que ver em Amesterdão em 3 dias O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Westerkerk

Terminado o tour e porque já tínhamos visita marcada para a Casa de Anne Frank às 13:45 fomos visitar uma igreja, ali bem perto. A Westerkerk é um dos símbolos de Amesterdão e a sua torre eleva-se aos 87 metros de altura sobre a cidade. Rembrandt foi aqui sepultado em 1669 mas ninguém sabe muito bem onde. Quem conhecer a história de Anne Frank sabe que ela ouvia uns sinos tocar desde o anexo onde estava escondida a poucos metros dali, esses sinos eram desta igreja.

 

Casa de Anne Frank

“Eu sei o que quero, tenho um objetivo, tenho uma opinião, tenho uma crença e um amor.”

O Diário de Anne Frank foi dos primeiros livros “a sério” que li na minha juventude e o qual me marcou muito por motivos óbvios para quem o conhece. Desde que soube que era possível visitar a casa desta doce jovem, sempre foi algo que ambicionei fazer. Infelizmente da primeira vez que que visitei Amesterdão não pude fazê-lo pois já na altura a fila era interminável, por isso, se estás a pensar visitar este local não te esqueças de reservar a tua entrada com antecedência e não arrisques em comprar o bilhete (9€) no próprio dia.

Casa de Anne Frank

No interior podemos percorrer as divisões por onde outrora a Anne e a sua família, juntamente com outras quatro pessoas, se esconderam dos nazis durante a Segunda Grande Guerra e cujo único sobrevivente foi o pai de Anne – Otto Frank. Este é um local carregado de tristeza onde por vezes não é possível conter uma certa emoção ao relembrar a pequena Anne bem como todos os outros inocentes que acabaram por ter um destino semelhante. As divisões estão quase todas vazias pois quando o “Anexo” foi encontrado, os nazis esvaziaram-no e assim permaneceu até aos dias de hoje a pedido de Otto. Mas, para que os visitantes pudessem saber como a casa estava mobilada, Otto solicitou a construção de maquetes quando a casa de tornou um museu, as quais podemos observar no local.

Podemos ainda ver aqui o diário original escrito por Anne, deixado para trás aquando da sua deportação. O diário foi encontrado por Miep Gies, que o guardou e o entregou a Otto Frank quando ele regressou, depois de saber que Anne jamais voltaria uma vez que acabou por morrer em fevereiro de 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen. O pai de Anne decidiu então publicar o diário da filha em 25 de junho de 1947 e empenhou-se em tornar o esconderijo num museu, aberto deste 1960.

 

Ons’Lieve Heer Op Solder (Our Lord in the Attic)

Quem diria que dentro de uma casa normal, igual a tantas outras se esconde uma igreja? Pois é, esta igreja clandestina situa-se dentro de uma casa numa rua do centro de Amesterdão sem que nada o faça parecer. Mas porque é que uma igreja haveria de estar escondida no sótão de uma casa? Para explicar temos de recuar ao século XVII no qual não era possível os cristãos manifestarem a sua fé publicamente, logo, tinham de o fazer clandestinamente e este era um desses locais. No interior deste edifício podemos não só visitar a igreja mas também os aposentos de um típico comerciante da Idade do Ouro. A igreja ainda hoje é usada para casamentos, por exemplo.

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Oude Kerk

Situada no meio do Bairro Vermelho, a Oude Kerk é o mais antigo monumento de Amesterdão. Inicialmente era apenas uma igreja onde inclusivamente Rembrandt se casou, mas agora é mais que isso. Atualmente alberga frequentemente exposições e também pode ser alugada para eventos variados.

 

Casa de Rembrandt (Rembrandthuis)

Viveu nesta casa uma das mais importantes figuras da arte europeia, o famoso pintor holandês Rembrandt Harmenszoon van Rijn, entre os anos 1936 e 1658. Aqui podemos observar a coleção quase completa das suas gravuras mundialmente famosas ou assistir a pequenas demonstrações diárias das suas técnicas de produção de pinturas e gravuras. A casa encontra-se decorada com móveis e obras de arte do século XVII, baseado num inventário da época.

Casa de Rembrandt

Casa de Rembrandt Casa de Rembrandt

 

Bairro Vermelho (Red Light District)

Bairro Vermelho, Bairro da Luz Vermelha ou Red Light District é o nome de um dos bairros mais conhecidos do mundo e cuja história não é recente. Foi em plena Idade Média que apareceram aqui os primeiros bordéis com montras que perduram até aos dias de hoje. Esta é uma das zonas mais turísticas de Amesterdão e claro de visita obrigatória, principalmente à noite. É também uma das zonas mais seguras da cidade mas atenção, não te deixes levar pela tentação de fotografar as “meninas” nas montras pois podes-te meter em problemas uma vez que é proibido, além disso há que ter os habituais cuidados com carteiristas e procurar andar pelo menos em grupos de dois. Na Holanda a prostituição é legal e é uma profissão como outra qualquer. 

 

 

Dia 02

Museu Van Gogh

Este museu praticamente dispensa apresentações pois o próprio nome já revela de que se trata. Gostei particularmente do facto de a exposição seguir, por ordem cronológica, a vida do artista, desde as suas primeiras obras aos 28 anos, idade com que começou a pintar, apesar de já fazer alguns desenhos desde criança. De saúde frágil, física e psicologicamente, Van Gogh era uma pessoa depressiva e que sofria de alucinações. Um dia chegou até a cortar parte da sua própria orelha durante uma discussão com um amigo e em 1890 acabou por se suicidar, afundado na sua tristeza, apenas 11 anos depois de se ter afirmado como pintor. Infelizmente, assim como tantos outros artistas, o seu trabalho não foi reconhecido em vida e Vincent acabou por morrer considerando-se um fracasso por nunca ter recebido os devidos aplausos que tanto merecia.

O que ver em Amesterdão em 3 dias

Van Gogh foi especialmente importante no movimento pós-impressionista e os seus quadros são como que “fotografias” de si e da sua própria vida, das suas alucinações e da sua forma de viver o mundo. Por ser um artista que retratou várias vezes a sua vida é que acho o museu tão interessante, deste modo podemos acompanhar as várias etapas da mesma, através das suas próprias obras ali expostas.

Dentro do museu não é possível fotografar salvo em alguns locais devidamente assinalados. Aconselho-te a ires cedo ou talvez mais a meio da tarde pois as filas costumam ser grandes.

O que visitar em Amesterdão - Museu Van Gogh

 

Stedelijk

O museu Stedelijk é o mais importante museu de arte moderna e design da Holanda. Além das exposições temporárias, podes aqui encontrar obras que vão do iluminismo ao expressionismo, passando pelo cubismo, por exemplo. Não te esqueças de reparar na sua forma por fora, uns amam outros odeiam, porque parece uma banheira!

 

DICA: Aqui se a fome já estiver a apertar, aproveita para visitar o Bagels and Beans pois servem umas sandes maravilhosas aqui bem perto do museu Van Gogh e do Stedelijk.

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Verzetsmuseum (Museu da Resistência Holandesa) 

A Holanda esteve ocupada pela Alemanha nazi de durante cerca de cinco anos. Durante esses anos as dificuldades foram imensas mas, mesmo assim, havia quem se insurgisse contra os nazis e, com grande valentia, formavam a Resistência. Este museu transporta-nos para esses tempos de forma interativa e detalhada. As paredes, recheadas de fotografias e documentos, os objetos expostos e os filmes que rodam, mostram-nos como era o dia a dia e a coragem daqueles que tentavam combater e resistir aos nazis, em condições tão difíceis, uns verdadeiros heróis.

 

Museu Marítimo Nacional (Nederlands Historisch Scheepvaartsmuseum)

No século XVII a Holanda era um dos mais poderosos países do mundo principalmente graças ao seu poderio marítimo, não havendo outro país com tamanha frota navegando pelo mundo fora. Este museu mostra isso mesmo de forma bastante interativa e completa, aqui podes inclusivamente entrar numa réplica de um barco da Dutch India Company, o De Zeereis, e ver como transportavam os mantimentos, como cozinhavam os alimentos, como dormiam ou como se defendiam, por exemplo. Visitar este museu revelou-se uma agradável surpresa.

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

NEMO Science Museum

Confesso que vim a este museu só por causa da vista, mas já que lá estava aproveitei para entrar, no entanto como estava mesmo a fechar, só deu para ficar uns 15 minutos o que no fundo não deu para ver nada pois o museu é enorme e cheio de experiências para ver e fazer. Julgo que para ver todo o museu com atenção deveria ser preciso uma tarde inteira mas como não é o tipo de museu que me diga muito, acabei por não ficar triste por não o poder ver convenientemente uma vez que o que realmente queria era apreciar a vista sobre a cidade.

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Cruzeiro pelos canais

Já eram umas 18h quando apanhei o barco junto à Estação Central, pronta para descansar um pouco as pernas e ver Amesterdão de outra perspectiva e digo-te que este passeio pelos canais é absolutamente imperdível! Como a noite começava aparecer com ela as luzes iam-se ligando e o dourado do final da tarde dava um toque especial à paisagem. Por isso, não hesites em dar este pequeno passeio. 

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Dia 03

Mercado das flores (Bloemenmarkt)

O dia começou solarengo e colorido, não estivéssemos nós logo pela manhã no Mercado das Flores que se estende ao longo do canal Singel. Funciona há mais de 150 anos e é único no mundo pois não existe em mais lado nenhum outro mercado de flores flutuante! Aqui existe todo o tipo de flores, vasos, sementes e, claro, os famosos bolbos de tulipa. E falando de tulipas aproveito para te contar que as tulipas chegaram à Holanda aproximadamente em 1600, em época de grande prosperidade e eram famosas entre as pessoas mais ricas. A tulipas acabaram por chamar à atenção de todos pela sua variedade de cores e feitios e as pessoas competiam para ver quem tinha as tulipas mais bonitas, colecionando as que eram mais fora do vulgar. Além disso, nenhuma das casas dos bons comerciantes da época estaria completa sem uma coleção de tulipas! 

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Museu Van Loon

Sabes aquelas casas lindíssimas e super requintadas, recheadas de obras de arte e decoradas com os mais luxuosos tecidos e tapeçarias? Esta é uma dessas casa que parece saída de um filme. Construída em 1672, o seu primeiro residente foi o pintor Ferdinand Bol, um discípulo de Rembrandt. No século XVIII a casa foi adquirida por Willem van Loon, um dos fundadores da Dutch East India Company VOC, que a ofereceu como prenda de casamento ao seu filho Willem Hendrick van Loon. Em 1973 a casa foi aberta ao público sendo que a família van Loon continua a habitá-la. Gostei especialmente da sala com vista para o lindíssimo jardim, bem como do “Quarto do Barco” utilizado para hospedar as visitas. 

Museu Van Loon

Museu Van Loon Museu Van Loon

Museu Van Loon

 

Museu Willet-Holtheysen

Mais uma elegante e requintada casa, uma verdadeira casa de canal. Construída no final da Idade do Ouro, no ano de 1687. A casa pertenceu aos abastados Abraham Willet e Sandrina Louisa Holthuysen, então marido e mulher. A casa e as suas extensas coleções de arte foram deixadas à cidade de Amesterdão, transformando-se então em museu em 1896. 

Museu Willet-Holtheysen

Museu Willet-Holtheysen Museu Willet-Holtheysen

 

Hermitage

Sim, também há um Hermitage em Amesterdão! Este museu faz parte do “verdadeiro” Hermitage de São Petersburgo e tem quase sempre exposições temporárias muito interessantes. Na altura em que estive neste museu estava a decorrer uma exposição sobre os Romanovs e a Revolução Russa. Investiguem se existe alguma exposição que vos agrade no momento pois do que vi desta exposição e do que já li de outras são sempre muito boas e muito detalhadas.

Hermitage Amesterdão

Hermitage Amesterdão Hermitage Amesterdão

Neste caso, sendo uma exposição sobre a queda da dinastia Romanov e consequentemente o fim da era dos Czares e como adoro a grandiosa história da Rússia, não pensei duas vezes, fui ver e não e não me desiludiu, ainda para mais estava incluída no Amsterdam Card! Com esta exposição pudemos compreender melhor os motivos que levaram à queda do último Czar da Rússia, Nicholas II, e a consequente Revolução Russa de 1917, levada a cabo pelo Partido Bolchevique comandado por Lenine, que mais tarde iria transformar a Rússia na União Soviética, o primeiro país socialista do mundo, um marco histórico de extrema importância.

Hermitage Amesterdão

Hermitage Amesterdão Hermitage Amesterdão

 

Woonbootmuseum (Houseboat Museum)

Em Amesterdão como de resto em toda a Holanda existem muitas pessoas que vivem em barcos nos canais e este barco é um deles. Querem saber como é viver num barco? Então é só visitar este museu. Além de poderes descobrir o interior do mesmo, vais ainda aprender como é a vida num barco e como é feito o abastecimento de água potável e de eletricidade, por exemplo.

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Passear pelas ruas

Para finalizar em grande nada melhor que apenas passear e aproveitar a beleza dos últimos momentos na cidade mais liberal da Europa!

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

O que ver em Amesterdão em 3 dias

 

Até à próxima!

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Recordar Roma sem saudade https://www.tripin.pt/recordar-roma-sem-saudade/ https://www.tripin.pt/recordar-roma-sem-saudade/#comments Sat, 03 Nov 2018 10:00:03 +0000 https://www.tripin.pt/?p=6178 Sei que para a maioria das pessoas Roma é a melhor cidade que já visitaram mas para mim está muito longe de o ser. Desculpa, mas tenho de te confessar que Roma me desiludiu completamente. Não sei se foi a tempestade do primeiro dia, o frio, a sujidade, a quantidade de pessoas ou a própria cidade que não me transmitiu nenhum espírito ou identidade em geral, apesar da sua grandiosidade e importância históricas.

Por norma gosto de todos os sítios que visito quanto mais não seja para saber que não valia a pena tê-los conhecido e, depois de estar em Florença ou Veneza, é difícil para mim pôr Roma no mesmo patamar pois é simplesmente impossível. Reconheço a sua relevância histórica e a beleza dos seus monumentos mas coloco muitos outros lugares primeiro.

Não visitei os sítios certos e estou enganada? É possível. Mas o espírito de uma cidade é uma coisa que se sente, independentemente daquilo que se visita e Roma não me tocou, definitivamente. De qualquer forma ainda deu para tirar algumas fotos bonitas durante os 3 dias que estive na capital do Império Romano e que partilho contigo. Talvez um dia esta cidade me venha a convencer mas a verdade é que não tenciono lá voltar, apesar de achar que todos deveriam lá ir pelo marco histórico que representa.

 

01. Coliseu de Roma

 

02. Fórum Romano e Palatino

 

03. Museus do Vaticano

 

04. Basílica de São Pedro

 

05. Castelo de Sant’Angelo

 

06. Piazza di Spagna

 

07. Panteão

 

08. Ruas de Roma

 

E tu, que achaste de Roma?

 

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Visitar Auschwitz | Polónia https://www.tripin.pt/visitar-auschwitz-polonia/ https://www.tripin.pt/visitar-auschwitz-polonia/#comments Fri, 10 Aug 2018 09:00:58 +0000 https://www.tripin.pt/?p=6184 A primeira vez que ouvi falar em Auschwitz-Birkenau foi há uns 20 anos, quando tinha apenas cerca de 11 anos e li o Diário de Anne Frank. Foi preciso terminá-lo para perceber que Anne e sua família tinham sido levados do Anexo onde se escondiam em Amesterdão, na manhã de 4 de agosto de 1944, para o principal campo de concentração da Holanda, Westerbork. A última entrada do diário data de 1 de agosto de 1944. Desse campo, cerca de um mês depois, todos foram metidos em vagões e levados para Auschwitz-Birkenau na Polónia, o maior campo de concentração nazi.

Este não foi o primeiro campo de concentração que visitei, o primeiro foi o de Sachsenhausen nos arredores de Berlim mas posso dizer-te que este é mil vezes “pior” não só pelas fotografias e objetos que expõe mas também pela sua dimensão que é absolutamente brutal.

Visitar Auschwitz

Fazendo um pequeno enquadramento histórico, Auschwitz fica na Polónia cujo território foi invadido pela Alemanha de Hitler e pela União Soviética em 1939. Esta invasão resultou na divisão do país em dois. Em 1941 a Polónia passou a estar apenas sobre domínio alemão já que a Alemanha e a União Soviética entraram também em guerra. 

Na tentativa de criar uma “sociedade perfeita”, sem judeus, eslavos, ciganos e outros, os nazis criaram campos de concentração onde se aprisionavam os “indesejáveis” e Auschwitz foi apenas um deles. Quando o campo começou a ser construído em 1940, com trabalho forçado, a ideia era apenas prender os muitos polacos que já enchiam as prisões. No entanto, a partir de 1942 tornou-se o maior campo de extermínio em massa de judeus, guardado pela temível SS, e pondo em marcha parte do maquiavélico plano idealizado por Reinhard Heydrich, intitulado de “solução final”, o qual visava eliminar do território alemão todo e qualquer judeu, culminando no seu extermínio – o Holocausto. Morreram em Auschwitz cerca de 1.1 milhão de pessoas, não só nas câmaras de gás através do Zyklon B, mas também por subnutrição, excesso de trabalho, doenças, execuções, experiências médicas, etc..

Visitar Auschwitz

Visitar Auschwitz

Quando o Exército Vermelho se começou a aproximar do campo no final de 1944, iniciou-se a destruição das provas dos crimes e a evacuação dos prisioneiros que ainda conseguiam andar, numa enorme “marcha da morte” enquanto que os outros (cerca de 7000) foram deixados lá. Por isso, quando o Exército Vermelho chegou a Auschwitz a 27 de janeiro de 1945, o cenário que encontrou foi absolutamente devastador com pilhas de corpos, sangue por todo o lado e pessoas que não pareciam pessoas. Os soldados soviéticos, que julgavam já ter visto de tudo, mesmo assim ficaram chocados, ninguém estava preparado para ver o que viu e ninguém queria acreditar. Depois da libertação, alguns ex-prisioneiros juntaram-se e fizeram de tudo para conservar os objetos que lá tinham ficado e as próprias instalações, para que o campo se tornasse num museu e assim se concretizou em 1947.

Visitar Auschwitz

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Visitar Auschwitz

Para chegar a Auschwitz, convém viajar até Cracóvia e depois então fazer a deslocação para lá. A forma mais económica de o fazer a partir de Cracóvia é apanhar o autocarro na Krakow Glówny, ou seja na estação central, no piso superior onde também é possível comprar o bilhete. O autocarro a apanhar é o que tem como destino Oświęcim, o verdadeiro nome de Auschwitz já que Auschwitz foi o nome dado pelos nazis. A viagem dura cerca de 1h25 e custa 15 zlots para cada lado (cerca de 8€ ida e volta). O autocarro pára mesmo no Memorial e para voltar basta apanhar o que vá em direção a Cracóvia, sendo que podes consultar os horários aqui.

Visitar Auschwitz

Visitar Auschwitz

A entrada no museu é livre mas dependendo da altura do ano e do horário poderá ser obrigatório realizar a visita com um guia, o qual tem um custo de 50 zlots (cerca de 12€), dura cerca de 3h50 e pode ser marcado aqui. Confesso que tenho pena de não ter realizado a visita sem guia apesar de não me ter desiludido, no entanto fiquei com a ideia que poderia ter visto tudo com mais atenção e mais calmamente. De qualquer forma na altura em que fui não era possível ou teria de chegar demasiado cedo. No interior do museu podemos visitar as duas partes do antigo campo Auschwitz I e Auschwitz II – Birkenau. A entrada é feita por Auschwitz I, sendo que no final da visita desta parte do campo é possível apanhar um autocarro gratuito para Auschwitz II cuja viagem dura cerca de 10 minutos.

Visitar Auschwitz

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Visitar Auschwitz é uma experiência avassaladora e de certa forma perturbante, a qual não aconselho aos mais sensíveis. Mesmo tendo noção do que iria encontrar e sabendo de todos os horrores que ali se passaram, é impossível não pensar por momentos que aquilo não é real e que não passa de um cenário de um filme de terror mas o que é certo é que não, é a mais dura das realidades espelhada naquelas paredes, naqueles objetos, naquelas fotografias. Pior é que, apesar de ser o maior, este é apenas um de muitos campos espalhados por aí e que não existiram apenas na Alemanha nazi, basta recordar por exemplo os GULAGs da União Soviética. 

Visitar Auschwitz

Visitar Auschwitz

Visitar Auschwitz Visitar Auschwitz

Visitar Auschwitz

Confesso que nem tirei mais fotos no interior das barracas porque até me custava fazê-lo, perante um certo sentimento de desrespeito para com as vítimas, tanto que nalguns locais até é proibido. Não é fácil sair daqui sem um nó na garganta. Imaginem o que não terão passado os que ali foram parar se até mesmo alguns dos sobreviventes se sentem envergonhados/culpados de terem sobrevivido. É mesmo bastante triste. Julgo que a experiência de ir a Auschwitz pode ser enriquecedora do ponto de vista de querer aprender um pouco mais sobre História e para nos apercebermos que muitos dos nossos pequenos problemas do dia a dia são absolutamente insignificantes perante tamanha atrocidade. De recordar que isto não se passou na Idade Média mas sim no século passado, e que tudo acabou há apenas pouco mais de 70 anos.

Visitar Auschwitz Visitar Auschwitz

Visitar Auschwitz

Visitar Auschwitz

Para terminar, deixo-vos um poema do escritor Primo Levi, também aprisionado em Auschwitz, a propósito da condição humana dos que passaram pelos campos de concentração. Este poema pode ser lido no seu brilhante livro “Se isto é um homem.” no qual relata como era a sua vida no maior e mais mortífero campo de concentração nazi.

“Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem
Quem trabalha na lama
Quem não conhece a paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelo e sem nome
Sem mais força para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço
Como uma rã no Inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa, andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
Ou que desmorone a vossa casa,
Que a doença vos entrave,
Que os vossos filhos vos virem a cara.”

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Recordações de Paris https://www.tripin.pt/recordacoes-de-paris/ https://www.tripin.pt/recordacoes-de-paris/#comments Sat, 28 Jul 2018 15:36:36 +0000 https://www.tripin.pt/?p=6119 “Só existem dois lugares no mundo onde podemos ser felizes: em casa e em Paris.”
Ernest Hemingway

Já lá vão alguns anos, mais propriamente quatro, desde que fui a Paris. Esta foi uma viagem especial pois foi onde passei a minha lua de mel. Não é que esta viagem tenha sido muito diferente das outras ou rodeada de luxos só por ser a lua de mel, não, prefiro poder fazer mais viagens em condições modestas do que “estourar” tudo de uma vez, ainda para mais em luxos desnecessários.

Foram 5 dias preenchidíssimos e sempre repletos de boas surpresas que é o que realmente importa. É impossível não gostar de Paris (acho eu!). Hoje não te trago um roteiro mas apenas memórias fotográficas. No entanto fiz uma pequena lista com locais de visita obrigatória. Espero que gostes das dicas e das fotografias!

 

01. Torre Eiffel e Arco do Triunfo para quem não tem vertigens e quer apreciar as melhores vistas sobre a cidade.

Torre Eiffel

Paris

Arco do Triunfo

 

02. Montmartre para viver Paris como os artistas.

Montmartre

Paris

 

03. Louvre, Musée d’Orsay, Pompidou e Musée de l’Orangerie para quem ama arte.

Louvre

Louvre

Centre Pompidou

Centre Pompidou

 

04. Notre Dame, Sacre Coeur, Sainte-Chapelle, Basílica de Saint-Denis e Sainte-Chapelle de Vincennes para quem gosta de igrejas.

Notre Dame

Sacre Coeur

Sainte-Chapelle de Vincennes

 

05. Pigalle para sair à noite.

Moulin Rouge

 

06. Museé Rodin para quem gosta de museus pequenos, requintados e bonitos.

Musée Rodin

 

07. Versailles e Castelo de Vincennes para sair do centro.

Versailles

 

08. Champs-Élysées, Ponte Alexandre III, Saint-Germain-des-Prés, Jardim de Tuileries e L’esplanade des Invalides para passear.

Paris

Paris

Paris

 

09. Um cruzeiro no Rio Sena para um fim de tarde romântico.

Paris

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O que visitar em Amesterdão | 4 museus a não perder https://www.tripin.pt/o-que-visitar-em-amesterdao-quatro-museus-a-nao-perder/ https://www.tripin.pt/o-que-visitar-em-amesterdao-quatro-museus-a-nao-perder/#comments Sun, 22 Jul 2018 17:00:45 +0000 https://www.tripin.pt/?p=5921 Continuando a série de publicações sobre o que visitar em Amesterdão, e porque grande parte dos museus de Amesterdão são deveras interessantes e às vezes não há tempo para visitar muitos, selecionei os quatro museus que mais gostei de visitar na capital holandesa. Não percas ainda a seleção de casas-museu para visitar em Amesterdão que fiz para ti e fica a saber aqui se vale a pena comprar o Amsterdam Card!

Museu Van Gogh

O que visitar em Amesterdão - Museu Van Gogh

Este museu praticamente dispensa apresentações pois o próprio nome já revela de que se trata. Gostei particularmente do facto de a exposição seguir, por ordem cronológica, a vida do artista, desde as suas primeiras obras aos 28 anos, idade com que começou a pintar, apesar de já fazer alguns desenhos desde criança. De saúde frágil, física e psicologicamente, Van Gogh era uma pessoa depressiva e que sofria de alucinações. Um dia chegou até a cortar parte da sua própria orelha durante uma discussão com um amigo e em 1890 acabou por se suicidar, afundado na sua tristeza, apenas 11 anos depois de se ter afirmado como pintor. Infelizmente, assim como tantos outros artistas, o seu trabalho não foi reconhecido em vida e Vincent acabou por morrer considerando-se um fracasso por nunca ter recebido os devidos aplausos que tanto merecia.

Van Gogh foi especialmente importante no movimento pós-impressionista e os seus quadros são como que “fotografias” de si e da sua própria vida, das suas alucinações e da sua forma de viver o mundo. Por ser um artista que retratou várias vezes a sua vida é que acho o museu tão interessante, deste modo podemos acompanhar as várias etapas da mesma, através das suas próprias obras ali expostas.

Dentro do museu não é possível fotografar salvo em alguns locais devidamente assinalados. Os bilhetes podem ser comprados aqui, mas quem tem o Amsterdam Card entra gratuitamente. Aconselho-te a ires cedo ou talvez mais a meio da tarde pois as filas costumam ser grandes.

 

 

Stedelijk

O museu Stedelijk é o mais importante museu de arte moderna e design da Holanda. Além das exposições temporárias, podes aqui encontrar obras que vão do iluminismo ao expressionismo, passando pelo cubismo, por exemplo. Não te esqueças de reparar na sua forma por fora, uns amam outros odeiam, porque parece uma banheira! Este museu também está incluído na lista de atrações do Amsterdam Card, por isso quem tem o cartão tem entrada gratuita, caso contrario terá de adquirir o bilhete que custa 17,50€ e pode ser comprado aqui.

 

Verzetsmuseum (Museu da Resistência Holandesa) 

A Holanda esteve ocupada pela Alemanha nazi de durante cerca de cinco anos. Durante esses anos as dificuldades foram imensas mas, mesmo assim, havia quem se insurgisse contra os nazis e, com grande valentia, formavam a Resistência. Este museu transporta-nos para esses tempos de forma interativa e detalhada. As paredes, recheadas de fotografias e documentos, os objetos expostos e os filmes que rodam, mostram-nos como era o dia a dia e a coragem daqueles que tentavam combater e resistir aos nazis, em condições tão difíceis, uns verdadeiros heróis.


Neste museu também podes usar o Amsterdam Card que te dá entrada gratuita. Se não tiveres o cartão podes comprar o bilhete na entrada por 11€.

 

Hermitage

Sim, também há um Hermitage em Amesterdão! Este museu faz parte do “verdadeiro” Hermitage de São Petersburgo e tem quase sempre exposições temporárias muito interessantes. Na altura em que estive neste museu estava a decorrer uma exposição sobre os Romanovs e a Revolução Russa. Investiguem se existe alguma exposição que vos agrade no momento pois do que vi desta exposição e do que já li de outras são sempre muito boas e muito detalhadas.

Hermitage Amesterdão

Hermitage Amesterdão Hermitage Amesterdão

Neste caso, sendo uma exposição sobre a queda da dinastia Romanov e consequentemente o fim da era dos Czares e como adoro a grandiosa história da Rússia, não pensei duas vezes, fui ver e não e não me desiludiu, ainda para mais estava incluída no Amsterdam Card! Com esta exposição pudemos compreender melhor os motivos que levaram à queda do último Czar da Rússia, Nicholas II, e a consequente Revolução Russa de 1917, levada a cabo pelo Partido Bolchevique comandado por Lenine, que mais tarde iria transformar a Rússia na União Soviética, o primeiro país socialista do mundo, um marco histórico de extrema importância.

Hermitage Amesterdão

Hermitage Amesterdão Hermitage Amesterdão

 

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O que visitar em Madrid em um dia https://www.tripin.pt/o-que-visitar-em-madrid-em-um-dia/ https://www.tripin.pt/o-que-visitar-em-madrid-em-um-dia/#comments Sun, 27 May 2018 18:59:25 +0000 https://www.tripin.pt/?p=5928 Madrid não é um sítio que se veja facilmente em apenas um dia. É uma cidade cheia de cultura e repleta de museus interessantes para se visitar. Ainda assim, é possível percorrer alguns dos seus pontos de interesse mais importantes em pouco tempo. No fim de contas mais vale só um dia que nenhum! Vê aqui o que visitar em Madrid em um dia!

Às vezes não viajo exclusivamente para conhecer uma cidade, por vezes o que me leva a uma cidade é um concerto e foi este caso. Concertos será provavelmente o único motivo que me leva a repetir destinos e a minha ida a Madrid encaixa-se aqui. Curiosamente, a primeira vez que visitei Madrid também foi para ver um concerto mas só fiquei um dia apesar de o planeado ter sido mais, mas o voo de regresso foi cancelado e tive de antecipar o regresso. A segunda vez foi em 2015 desta vez durante três dias para poder conhecer a cidade convenientemente, já que da vez anterior não tinha sido possível. 

Nesta última viagem voltei para ver um concerto pois tenho o hábito que não repetir cidades estrangeiras que já conheço, se não fosse isso provavelmente não voltasse lá tão depressa. De qualquer forma, como fui numa sexta à noite e voltei no domingo de manhã e o concerto era no sábado à noite, tive todo o dia de sábado para recordar Madrid e voltar a alguns sítios que me tinham marcado na última viagem. 

 

Parque de El Retiro

O dia começou cedo para aproveitar bem o pouco tempo que havia. Apesar do frio, o sol brilhava intensamente e o parque estava praticamente deserto, devido às horas. A entrada neste parque é gratuita e é considerado o “pulmão” de Madrid reunindo mais de 15000 árvores. Aqui podemos encontrar várias fontes e estátuas e até um lago onde é possível andar de barco. Um ótimo local para desfrutar de um passeio matinal, para fazer um piquenique, para ler um livro, ou simplesmente apreciar o contacto com a natureza que este nos proporciona, em pleno centro de Madrid.

Parque del Retiro

Parque del Retiro

Parque del Retiro

Parque del Retiro

 

Museu Reina Sofia

Já tinha estado neste museu e quis repetir. É aqui que podes observar a famosa “Guernica”, magnífica obra de Picasso, mas não só! O Museu Reina Sofia é um museu de arte moderna com mais de 21000 obras do século XX e é considerado um dos melhores museus de arte moderna da Europa.

Uma das partes que mais gostei e que da primeira vez que visitei não tinha prestado muita atenção foi à secção que se refere à Guerra Civil Espanhola com fotografias de Robert Capa. Gostei ainda de rever as obras de Dalí e de Picasso, obviamente.

Museu Reina Sofia

Estava ainda a decorrer uma exposição temporária fantástica sobre os artistas do NSK (Neue Slowenische Kunst) que significa “Nova Arte Eslovena”, do qual fazia parte a conhecida banda Laibach. Este movimento teve um importante papel na arte, não só musical mas ao nível do design gráfico e da literatura, por exemplo. Esta exposição reuniu várias criações como pinturas, arte audiovisual, cenografia, fotografia, etc., com peças a remeter para a propaganda de regimes totalitários, como símbolo da eterna provocação, numa crítica política da esquerda à direita.

Museu Reina Sofia Museu Reina Sofia
Museu Reina Sofia Museu Reina Sofia
Museu Reina Sofia Museu Reina Sofia
Museu Reina Sofia Museu Reina Sofia

 

Uma pausa para almoçar e para descansar

Como a fome já apertava, aproveitámos o fim da visita ao Reina Sofia para almoçar no Steakburger Atocha, que fica a apenas cerca de 3 minutos a pé do museu, onde comemos um delicioso hambúrguer.

Steakburger Atocha

Steakburger Atocha

 

À tarde… passear pelas ruas

Do restaurante seguimos em direção ao famoso edifício Metropolis e passámos pela Puerta del Sol, um dos mais famosos locais de Madrid com a estátua do seu símbolo, “O urso e o medronheiro”, onde todos querem tirar uma fotografia, para mais tarde recordar. 

Metropolis

Puertas del Sol

Continuando o passeio, não se pode deixar de visitar o Mercado San Miguel nem a Plaza Mayor que estava repleta de barraquinhas. Foi então hora de nos dirigirmos ao Palácio Real de Madrid e apreciar a Catedral de Almudena, a igreja mais importante de Madrid.

Mercado San Miguel

Plaza Mayor

Palácio Real de Madrid

A apenas 10 minutos de distância do Palácio Real, fica a Praça de Espanha com a sua famosa estátua de Estátua de Cervantes, Dom Quixote e Sancho Pança que infelizmente não deu para ver muito bem devido a um mercado que estava a decorrer. De seguida não deixes de andar mais um pouco e ir até ao Templo de Debod para apreciar o pôr do sol desde os miradouros do jardim.

Praça de Espanha

Templo de Debod

Como a caminhada deixou alguma sede, nada melhor que beber uma cerveja fresquinha num café simpático e terminar o dia em grande!

O que visitar em Madrid em um dia

O que visitar em Madrid em um dia

 

Este percurso tem aproximadamente 6 quilómetros e dá para percorrer quase todos os mais importantes locais de Madrid, tudo a pé!

É claro que existem imensas coisas para visitar em Madrid e é completamente impossível visitar os principais locais por dentro e por fora em apenas um dia, por isso há que fazer escolhas pois não vai dar para ir a tudo. Estas são as minhas sugestões, de quem já conhecia a cidade e que preferiu voltar aos locais que mais tinha apreciado da última vez!

Por Espanha? Vê também o artigo sobre Barcelona!

Hasta!

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Jamie’s Italian Lisboa | O restaurante do Jamie Oliver em Lisboa https://www.tripin.pt/jamies-italian-lisbon-o-restaurante-do-jamie-oliver-em-lisboa/ https://www.tripin.pt/jamies-italian-lisbon-o-restaurante-do-jamie-oliver-em-lisboa/#respond Sun, 13 May 2018 18:27:25 +0000 https://www.tripin.pt/?p=5899 Numa de passar um sábado diferente, e depois de saber que tinha aberto um restaurante do Jamie Oliver em Lisboa, juntaram-se 5 amigos e rumaram à capital para um passeio pela cidade e degustação das iguarias do chef britânico. Lê o artigo e descobre o que fiz por Lisboa nesse dia e se realmente valeu ou não a pena fazer mais de 300 kms para ir ao restaurante italiano.

Lisboa

Lisboa

Lisboa

Depois de uma longa viagem de carro que começou bem cedo e debaixo de uma chuva que não dava sinais de abrandamento, lá chegámos a Lisboa. A primeira paragem foi para subir até ao topo do Arco da Rua Augusta, mas a chuva e a trovoada não paravam o que acabou por fazer com que a visita não fosse lá muito agradável. Mesmo assim ainda deu para tirar uma ou outra foto. O passeio prosseguiu até à Casa dos Bicos onde se situa a Fundação José Saramago, local que nunca tinha visitado. Protegidos da tempestade que se fazia sentir, aqui podemos viajar um pouco pela vida obra do autor.

Casa dos Bicos - Fundação Saramago

Deixámos a Casa dos Bicos e dirigimo-nos para o Jamie’s Italian Lisbon uma vez que tínhamos reserva para as 14h. A coisa começou por não correr muito bem logo à entrada pois apesar de termos reservado mesa tivemos que esperar à entrada com imensas outras pessoas que também esperavam o que não foi muito agradável devido à falta de espaço. Mas tudo bem, atrasos acontecem em todo o lado por isso ultrapassamos a situação.

James Italian Lisboa

James Italian Lisboa

Quando nos sentámos logo nos trouxeram os menus e pudemos escolher o que comer. Optámos por pedir algumas entradas todas diferentes para provar. Enquanto esperávamos pelas mesmas chegaram as bebidas mas uma das coca-colas acabou por cair ao chão, tudo se resolveu com uma limpeza e tudo voltou à normalidade. Entretanto chegaram as entradas: crunchy italian nachos, pumpkin arancini e pão de alho. Que delícia (!), à exceção do pão de alho que não gostei assim muito talvez por ser muito diferente do que estou habituada. O resto estava maravilhoso, super delicioso.

James Italian Lisboa

Jamies Italian Lisboa

Para prato principal tínhamos pedido 4 pizzas e um hambúrguer vegetariano. As pizzas chegaram mas o hambúrguer não, então informaram-nos de que o hambúrguer tinha sofrido um pequeno acidente, ou seja, tinha caído ao chão e tiveram de fazer um novo por isso ia demorar mais um pouco. Ora já tínhamos esperado à porta, entornaram uma coca-cola, deitaram talheres ao chão e agora o hambúrguer também caíra? Então eu disse que já tinham havido acidentes a mais naquela mesa e que já merecíamos uma recompensa; a senhora, bastante simpática por sinal, disse-nos então que podíamos escolher uma sobremesa no fim, devido à confusão e às esperas.

James Italian Lisboa

Jamies Italian Lisboa

E assim foi, depois de saborear as pizzas, pedimos o cheesecake. Relativamente às pizzas posso dizer que achei iguais a qualquer outro restaurante com o mínimo de qualidade, já o cheesecake era diferente e bem mais saboroso que o habitual. O espaço é bastante bonito, muito agradável e confortável. No entanto, e talvez por levar as expectativas demasiado altas, no final senti que não valeu a pena a viagem. Estava tudo bastante bom mas não tão bom como imaginei e nada que já não tivesse comido noutro sítio à exceção dos crunchy italian nachos, dos pumpkin arancini e do cheesecake que estava realmente muito muito bom.

James Italian Lisboa

James Italian Lisboa

James Italian Lisboa

 

Posto isto, aconselho-vos a experimentarem e a tirarem as vossas conclusões mas, na minha opinião, não vale a pena ir de longe para experimentar. E tu, já experimentaste?

Vê aqui também o roteiro que fiz para ti em Lisboa e que podes realizar com menos de 10€!

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