O que visitar em Amesterdão | Quatro casas-museu para conhecer

O que visitar em Amesterdão

Neste primeiro artigo que vos escrevo sobre o que visitar em Amesterdão, sugiro uma visita a quatro casas-museu carregadas de história, umas mais tristes, outras mais alegres e requintadas, que merecem ser conhecidas e que não irão certamente desiludir.

 Casa de Anne FrankCasa de Anne Frank

“Eu sei o que quero, tenho um objetivo, tenho uma opinião, tenho uma crença e um amor.”

O Diário de Anne Frank foi dos primeiros livros “a sério” que li na minha juventude e o qual me marcou muito por motivos óbvios para quem o conhece. Desde que soube que era possível visitar a casa desta doce jovem, sempre foi algo que ambicionei fazer. Na primeira vez que estive em Amesterdão, há cerca de 13 anos, numa viagem à Holanda que fiz com os meus pais, quis muito ir visitar este museu mas só estive na cidade um dia e podem imaginar a minha desilusão quando cheguei à porta e, já nessa altura, a fila para a bilheteira era interminável assim como é hoje. Por isso, dessa vez, para grande tristeza minha, não pude entrar na casa da querida Anne. Sensivelmente 18 anos depois de ter lido o livro pela primeira vez e depois de uma primeira tentativa falhada, pude finalmente visitar esta casa transformada em museu, onde Anne escreveu o seu famoso diário. Por isso, se estás a pensar visitar Amesterdão não te esqueças de reservar a tua entrada com antecedência e não arrisques em comprar o bilhete no próprio dia.

As opiniões dividem-se relativamente à Casa de Anne Frank. Há quem diga que foi uma desilusão, principalmente porque a casa no seu interior está praticamente vazia, e há quem diga que é imperdível. Eu digo que se a história da Anne não te diz nada ou se não a conheces se calhar é tempo perdido, mas se a conheces aconselho-te vivamente a fazeres uma visita.

No interior podemos percorrer as divisões por onde outrora a Anne e a sua família, juntamente com outras quatro pessoas, se esconderam dos nazis durante a Segunda Grande Guerra e cujo único sobrevivente foi o pai de Anne – Otto Frank. Este é um local carregado de tristeza onde por vezes não é possível conter uma certa emoção ao relembrar a pequena Anne bem como todos os outros inocentes que acabaram por ter um destino semelhante. As divisões estão quase todas vazias pois quando o “Anexo” foi encontrado, os nazis esvaziaram-no e assim permaneceu até aos dias de hoje a pedido de Otto. Mas, para que os visitantes pudessem saber como a casa estava mobilada, Otto solicitou a construção de maquetes quando a casa de tornou um museu, as quais podemos observar no local.

Podemos ainda ver aqui o diário original escrito por Anne, deixado para trás aquando da sua deportação. O diário foi encontrado por Miep Gies, que o guardou e o entregou a Otto Frank quando ele regressou, depois de saber que Anne jamais voltaria uma vez que acabou por morrer em fevereiro de 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen. O pai de Anne decidiu então publicar o diário da filha em 25 de junho de 1947 e empenhou-se em tornar o esconderijo num museu, aberto deste 1960.

O bilhete para adulto custa 9€ e aqui o Amsterdam Card não é válido. Não é permitido fotografar no interior da casa.

 

Casa de RembrandtCasa de Rembrandt

Viveu nesta casa uma das mais importantes figuras da arte europeia, o famoso pintor holandês Rembrandt Harmenszoon van Rijn, entre os anos 1936 e 1658. Aqui podemos observar a coleção quase completa das suas gravuras mundialmente famosas ou assistir a pequenas demonstrações diárias das suas técnicas de produção de pinturas e gravuras. A casa encontra-se decorada com móveis e obras de arte do século XVII, baseado num inventário da época.

A casa situa-se no nº 4 da Jodenbreestraat e o bilhete custa 13€, o qual pode ser comprado online, no entanto, os portadores do I Amsterdam Card têm acesso gratuito. Pessoalmente gostei muito da visita apesar de achar o preço um pouco elevado mas, caso tenhas adquirido o cartão, é sem dúvida um local a não perder.

 

Museu Van Loon

Museu Van Loon

Sabes aquelas casas lindíssimas e super requintadas, recheadas de obras de arte e decoradas com os mais luxuosos tecidos e tapeçarias? Esta é uma dessas casa que parece saída de um filme. Construída em 1672, o seu primeiro residente foi o pintor Ferdinand Bol, um discípulo de Rembrandt. No século XVIII a casa foi adquirida por Willem van Loon, um dos fundadores da Dutch East India Company VOC, que a ofereceu como prenda de casamento ao seu filho Willem Hendrick van Loon. Em 1973 a casa foi aberta ao público sendo que a família van Loon continua a habitá-la.

Museu Van Loon

Gostei especialmente da sala com vista para o lindíssimo jardim, bem como do “Quarto do Barco” utilizado para hospedar as visitas. A entrada no museu custa 9€ e pode ser comprada aqui. Se tiveres o Amsterdam Card tens acesso livre.

Museu Willet-Holtheysen

Museu Willet-Holtheysen

Mais uma elegante e requintada casa, uma verdadeira casa de canal. Construída no final da Idade do Ouro, no ano de 1687. A casa pertenceu aos abastados Abraham Willet e Sandrina Louisa Holthuysen, então marido e mulher. A casa e as suas extensas coleções de arte foram deixadas à cidade de Amesterdão, transformando-se então em museu em 1896. O bilhete custa 10€ pode ser comprado no site mas também está incluído no Amsterdam Card.

 

Mais dicas sobre o que visitar em Amesterdão em breve! Entretanto, já espreitaste o artigo sobre o I Amsterdam Card para saberes se vale ou não a pena adquiri-lo? Vê aqui!

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