Rota do Ouro Negro

Rota do Ouro Negro

Apesar de que ultimamente os percursos pedestres não têm estado presentes nas minhas mais recentes atividades, nunca é tarde para partilhar contigo mais um trilho, apesar de já lá irem alguns meses desde o último, que foi precisamente este: a Rota do Ouro Negro na Serra da Freita.

Um percurso inacabado, não pela falta de vontade mas pela falta de sinalização que o fogo levou. Pelos meus cálculos faltaria apenas cerca de um quilometro para o final do percurso quando acabámos por nos perder e tivemos de voltar para trás pois não conseguimos encontrar o caminho certo. É claro que isso não o estragou mas a sensação de se conseguir chegar ao fim não é a mesma que não o ter feito apesar das tentativas e sabendo que a culpa não foi nossa.

Rota do Ouro Negro

De qualquer forma o percurso valeu muito a pena ser feito e presenteou-nos com magníficas paisagens como já é habitual por estas bandas. A Rota do Ouro Negro, pelo seu nome, já deixa perceber um pouco que acabará por envolver minas, bastante comuns nesta zona. Iniciei o percurso em Fuste junto à Capela de Santa Catarina mas também se pode começar por Rio de Frades visto que se trata de uma rota linear. São seis quilómetros para cada lado com um grau de dificuldade médio/baixo e onde se sobe até aos 590 metros de altitude. Ao longo do trilho podemos observar inúmeras minas de volfrâmio que foram exploradas pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial para construção de material bélico, tal como se pode ver também no percurso do Caminho do Carteiro, sobre o qual também já aqui falei.

Rota do Ouro Negro

Rota do Ouro Negro

A primeira parte do percurso não foi nada fácil devido à elevada vegetação e logo começaram os arranhões, as alergias e as comichões mas nada de grave. Uma vez de volta à estrada e continuando o percurso, passamos por uma pequena ponte onde podemos fazer uma primeira paragem para refrescar, depois é quase sempre a subir para podermos ter a melhor vista das montanhas que nos fazem sentir sempre tão pequeninos!

Rota do Ouro Negro

Rota do Ouro Negro

Sensivelmente a pouco mais de metade do percurso voltamos a encontrar um curso de água e uma pequena ponte. Aqui tirei as sapatilhas, sentei-me numa rocha e mergulhei os pés na água transparente que corria rio abaixo. Estava muito calor pois isso soube maravilhosamente bem poder refrescar-me aqui.

Rota do Ouro Negro

Rota do Ouro Negro

Depois subimos mais cerca de um quilómetro e foi aqui que nos perdemos, as indicações simplesmente desapareceram e não havia nenhum caminho que parecesse fazer parte do trilho. Ainda andámos cerca de meia hora à procura e nada, até chegámos a voltar para trás e fazer uma parte do percurso de novo não tivesse escapado alguma placa mas não, deve ter mesmo desaparecido nos incêndios.

Rota do Ouro Negro

Rota do Ouro Negro

Decidimos então voltar para trás pois iria ser impossível terminar o trilho. Voltámos a descer e sentámos-nos novamente junto à pequena ponte para tomar um lanchinho visto que ainda tínhamos mais 4 quilómetros a percorrer e que em montanha não são assim tão fáceis, apesar do percurso até ser bastante acessível e de longe dos mais difíceis que fiz.

Rota do Ouro Negro

Rota do Ouro Negro

Ao retornar ao primeiro ponto de água que encontrámos e onde tínhamos chegado todos arranhados, decidimos não tomar o mesmo caminho e ir pela estrada para terminarmos a nossa caminhada. É um percurso acessível e muito agradável em qualquer altura do ano que aconselho vivamente. Espero que tenhas gostado e que encontres o fim do trilho caso o tenciones fazer. Para a próxima vou tentar começar ao contrário, pode ser que seja mais fácil! 

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